Deputado francês se defende por frase dita a ciganos

O deputado francês Gilles Bourdouleix tenta se defender das acusações de que disse a um grupo de ciganos que desejava que os nazistas tivessem matado mais integrantes da minoria durante a Segunda Guerra Mundial.

Agência Estado

23 de julho de 2013 | 16h04

Bourdouleix, que além de deputado é prefeito da cidade de Cholet, próxima a Nantes, teve uma discussão com ciganos no domingo, quando visitou um campo, pertencente à cidade, onde os ciganos vivem ilegalmente. Ele pediu ao grupo que saísse de lá.

O jornal Courrier de l''Ouest, que enviara um jornalista ao acampamento, publicou que alguns dos ciganos fizeram saudações nazistas a Bourdouleix e que ele respondeu dizendo que "talvez Hitler não tenha matado um número suficiente deles".

Na segunda-feira, o jornal divulgou uma gravação em seu site na qual pode-se ouvir o deputado dizendo a frase.

Nesta terça-feira, Bourdouleix disse à televisão francesa iTELE que estava apenas repetindo a declaração feita pelo jornalista. O deputado, que ameaçou processar o jornal, disse que se encontrasse o repórter "gostaria de dar-lhe uns socos".

O Ministério do Interior da França declarou nesta terça-feira que pediu à promotoria que investigue se Bourdouleix pode ser processado por fazer apologia a crimes contra a humanidade. "Nada pode justificar ou desculpar, que um membro eleito da república faça tal referência à pior barbárie do século 20", disse o Ministério em comunicado.

Os ciganos europeus foram perseguidos e deportados para campos de concentração pelos nazistas durante a Segunda Guerra. Na França, um dos campos para ciganos foi instalado em Montreuil-Bellay, apenas 60 quilômetros de

Cholet. Fonte: Associated Press.

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