Erik de Castro/Reuters
Erik de Castro/Reuters

Deputado pede destituição de presidente de Filipinas por 'traição'

Gary Alejano, da oposição, diz que mandatário filipino "pisoteou nos direitos do país e do povo"

O Estado de S.Paulo

30 de março de 2017 | 01h56

MANILA - Um deputado apresentou nesta quinta-feira, 30, nova solicitação para iniciar um processo de destituição do presidente Rodrigo Duterte no Parlamento de Filipinas. O argumento é de que o presidente teria traído o país na disputa territorial com a China. 

O legislador Gary Alejano acrescentou essa informação à demanda que apresentou em 16 de março pedindo o impeachment contra Duterte por uma suposta participação em assassinatos e outros crimes. 

No novo pedido, o deputado opositor acusou Duterte de não ter cumprido a promessa de campanha de lutar pelo atol de Scarborough e de ter selado "pactos secretos" com a China. 

Alejano afirmou que Duterte permitiu à China "pisotear nos direitos e interesses de nosso país e nosso povo, aparentemente porque tem medo de ofender a seus amigos chineses ou porque já fez negócios secretos com eles para grave prejuízo de nossa nação". 

O deputado acusou o presidente de não ter cumprido a obrigação de "reafirmar-se e insistir vigorosamente para que a China respeite os direitos soberanos exclusivos e as pretensões marítimas e territoriais do país por meios diplomáticos e pacíficos".

Duterte estreitou os laços com Pequim desde que chegou ao poder em junho de 2016 e admitiu há dez dias que não pode frear as atividades do gigante asiático no Mar da China Meridional, disputadas parcial ou totalmente por seis países. 

Houve críticas também por se abster na disputa pelo atol de Scarborough, área de trabalho de pescadores filipinos ocupada pela China, que ignorou decisão da Corte de Haya dando razão a Filipinas em junho anterior. 

A solicitação tem poucas possibilidades de prosperar, já que 267 membros do parlamento, de 292, são considerados aliados de Duterte. Além disso, ele conta com amplo apoio popular entre os filipinos. 

No pedido original, o deputado opositor expôs como motivos para o "impeachment" os supostos assassinatos ordenados por Duterte em sua época como prefeito de Davao, assim como sua responsabilidade nas mais de 7 mil mortes na polêmica "guerra contra as drogas". / EFE

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