Brendan Smialowski / Getty Images / AFP
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Deputado que ficou mais tempo no Congresso americano morre aos 92 anos

Democrata John Dingell passou 59 anos na Câmara dos Deputados até se aposentar em 2015; ele estava sob cuidados paliativos desde que foi diagnosticado com câncer de próstata

Redação, O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2019 | 06h22

WASHINGTON - John Dingell, um duro democrata de Michigan que entrou para a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos em 1955 para terminar o mandato do pai após sua morte e se tornou o parlamentar a ficar mais tempo no Congresso, morreu nesta quinta-feira, 7, aos 92 anos.

A mulher do ex-deputado, Debbie Dingell, que foi eleita para sucedê-lo, estava com ele no momento da morte. Segundo o gabinete dela, o democrata morreu de forma tranquila em sua casa em Michigan.

“Ele foi um leão do Congresso americano e um amado pai, filho, marido, avô e amigo”, disse o escritório de Debbie. “Ele será lembrado por décadas de serviço público às pessoas do sudeste de Michigan, por sua sagacidade afiada e pelo tempo que dedicou à melhoria da vida de todos.”

O jornal Detroit News informou que Dingell estava sob cuidados paliativos desde que foi diagnosticado com câncer de próstata, o qual ele decidiu não tratar.

John Dingell ficou 59 anos na Câmara até se aposentar em 2015 pois, conforme teria dito ele a um grupo de empresários de Michigan na época, não poderia mais “viver de acordo com minha vontade” por servir ao Congresso.

O democrata teve uma participação importante na aprovação da legislação que levou ao Medicare, um programa de seguro de saúde para americanos idosos, em 1965, e ao Affordable Care Act em 2010, conhecido como Obamacare, uma lei federal que visa controlar os preços dos planos de saúde. / Reuters

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