Deputado sugere execução de legisladores árabe-israelenses

O líder do partido radical nacionalista de direita Yisrael Beiteinu (Israel é a Nossa Casa), Avigdor Liberman, sugeriu nesta quinta-feira que alguns deputados árabe-israelenses que fazem parte do Legislativo do Estado judeu sejam executados. Durante um debate realizado na Knesset (Parlamento), Liberman afirmou que os deputados árabes que se reuniram recentemente com integrantes do grupo fundamentalista Hamas "estão colaborando com o inimigo" e devem ser julgados por isso.O deputado, cuja legenda não faz parte da nova coalizão doGoverno liderado pelo premier Ehud Olmert, lembrou que "a Segunda Guerra Mundial terminou com os julgamentos de Nuremberg e a execução dos dirigentes nazistas. Não só eles, também (foram executados) aqueles que colaboraram com eles"."Espero que esse também seja o destino dos colaboracionistas nesta casa", afirmou Liberman, em referência ao Knesset.O líder radical afirmou ainda que seu partido exige que o novo Governo, que assumiu hoje, determine que "todos aqueles instigadores e colaboradores com o terrorismo nesta casa (o Parlamento) sejam processados, assim como os que continuarem se reunindo com membros do Hamas e do Hisbolá, e continuarem viajando ao Líbano".As declarações de Liberman provocaram uma celeuma envolvendo os dez deputados árabe-israelenses do Parlamento.O legislador Raleb Majadele tachou Liberman de racista. "O senhor não aceita as decisões da nação. O senhor tem uma dupla moral", criticou.O deputado do Ahmad Tibi reprovou os "comentários racistas" de Liberman, "um homem para o qual o fascismo se transformou em forma de vida e o racismo, em um instrumento".Já Ibrahim Tzartzur entrou com um processo contra Liberman na Comissão de Ética do Parlameto, e disse que os comentários do deputado ultradireitista são uma incitação que pode provocar um derramamento de sangue de deputados árabes.

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