EFE/ Rayner Peña
EFE/ Rayner Peña

Deputado venezuelano se refugia na residência do embaixador argentino em Caracas

Richard Blanco anunciou decisão de buscar ajuda com a diplomacia da Argentina pouco mais de 12 horas depois de Édgar Zambrano, vice-presidente da Assembleia Nacional, ser preso por agentes do Sebin, o serviço de inteligência chavista

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2019 | 10h44

CARACAS - O deputado opositor venezuelano Richard Blanco, um dos dez parlamentares acusados pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) de apoiar uma fracassada rebelião militar contra o presidente Nicolás Maduro, se refugiou na residência do embaixador da Argentina em Caracas para evitar ser preso.

"Estou aqui temporariamente, na residência do embaixador", afirmou Blanco à emissora VPI, pouco mais de 12 horas depois de agentes do Sebin, o serviço de inteligência chavista, prenderem o vice-presidente da Assembleia Nacional, Édgar Zambrano, pelo mesmo motivo. "Vim dormir aqui porque minha vida corrida perigo", completou o parlamentar.

Blanco, que descartou pedir asilo na Argentina, é o segundo parlamentar que se resguarda em uma residência de algum diplomata estrangeiro em Caracas depois de ser acusado de crimes como traição à pátria e rebelião civil.

Na quarta-feira, a deputada Mariela Magallanes se refugiou na residência do embaixador da Itália em Caracas, informou o país europeu. Ela receberá "a proteção e a hospitalidade de acordo com as convenções diplomáticas", assinalou o chanceler italiano, Enzo Moavero Milanesi, em um comunicado que condenou as medidas do Supremo venezuelano.

Os outros sete deputados que estão na mira da Justiça venezuelana por terem apoiado o movimento de Guaidó são: Luis Florido, Henry Ramos Allup, Simón Calzadilla, Amerigo De Grazia, Freddy Superlano, Sergio Vergara e Juan Andrés Mejía.

Prisão de Zambrano

Na quarta-feira, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, denunciou a prisão de Zambrano em Caracas. "Alertamos ao povo da Venezuela e à comunidade internacional: o regime sequestrou o primeiro-vice-presidente (da Assembleia Nacional) para tentar desintegrar o poder que representa a todos os venezuelanos, mas não vão conseguir", escreveu Guaidó no Twitter.

E o próprio Zambrano confirmou a situação em mensagem também publicada no microblog. "Fomos surpreendidos pelo Sebin. Quando nos negamos a sair do nosso veículo, utilizaram um reboque para nos levar de modo forçado ao Helicoide (sede do serviço de inteligência)", escreveu Zambrano em sua conta no Twitter. / AFP

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