Deputados acusados de golpe deixam prédio do Congresso nas Filipinas

Os cinco deputados que desde fevereiro permaneciam no Congresso filipino abandonaram o prédio, onde se refugiaram para evitar suas detenções por suposto envolvimento em um golpe de Estado abortado pelo Exército naquele mês."Nos sentimos vitoriosos, porque os tribunais reconheceram nossos direitos", declarou a deputada Liza Maza, do partido feminista Gabriela, antes de deixar a Câmara Baixa, que durante 70 dias serviu de refúgio aos cinco legisladores. Eles reiteraram sua inocência.Os congressistas anunciaram no domingo que abandonariam o edifício do Parlamento, depois de um tribunal ter rejeitado, na última quinta-feira, as provas apresentadas contra eles por suposto motim. Por isso, a polícia não teria base legal para detê-los.Segundo o governo, Maza e os outros deputados - Satur Ocampo, Teodoro Casiño e Joel Virador, do partido Bayan Muna, e Rafael Mariano, do partido operário Anakpawis - participaram de uma conspiração promovida por militares descontentes, forças de esquerda e de direita para tirar do poder a presidente Gloria Macapagal Arroyo.FarsaOs legisladores mantêm a acusação de que o suposto levante foi uma farsa arquitetada pelo governo para enfraquecer a oposição, que pede a renúncia da presidente desde que em julho surgiram evidências de que Arroyo teria planejado uma fraude para vencer as eleições de 2004.Após a neutralização do suposto golpe de Estado, a presidente declarou estado de emergência nacional, sob o qual foram feitas detenções sem ordem judicial e intervenções em jornais. Além dos cinco deputados, outras 43 pessoas, entre elas vários militares, foram acusadas formalmente de suposta participação na tentativa de golpe. Um sexto deputado de esquerda, Crispin Beltrán, permanece preso desde fevereiro sob as mesmas acusações.

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