Deputados brasileiros não conseguem entrar na Líbia

Protógenes Queiroz e Brizola Neto partiram em missão não-oficial e estão retidos na Tunísia

Lisandra Paraguassu - Agência Estado

17 de agosto de 2011 | 17h49

BRASÍLIA - Os deputados federais Protógenes Queiroz (PSOL-SP) e Brizola Neto (PDT-RJ), que pretendiam chegar a Líbia para "conhecer de perto a situação do país", estão retidos na Tunísia e não conseguem chegar a seu destino.

 

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Os dois parlamentares, que viajaram a convite de uma organização não-governamental líbia, informaram nesta quarta-feira, 17, em seus respectivos blogs que o governo de Muamar Kadafi, que os receberia, informou não ter condições nesse momento de garantir sua segurança. "O governo líbio diz que, neste momento, não tem como oferecer garantias ao nosso deslocamento, sobretudo contra ações aéreas e disparos de longo alcance", escreveu Brizola Neto em seu blog.

 

 

Também em seu blog, Protógenes acusa a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pela falta de segurança para entrar na Líbia e "repudia" as ações militares. "A ação está interrompendo a estrada que liga a Tunísia à Líbia e impedindo a entrada de ajuda humanitária àquele país, assim como o simples direito de ir e vir dos cidadãos", disse.

 

"De antemão, fica possível atestar que a Otan está extrapolando os princípios e objetivos da sua atuação em território líbio, posto que na região atingida não se encontravam, até o início dos ataques da Otan na segunda-feira, forças militares governamentais ou quaisquer milícias que pudessem representar perigo às forças rebeldes", afirmou.

 

A viagem dos dois deputados não é oficial. Nenhum contato foi feito com o Itamaraty, que ignora as ações dos parlamentares. Brizola Neto e Protógenes não são nem mesmo membros - efetivos ou suplentes - da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. A viagem está sendo custeada por uma organização não-governamental chamada Fact Finding Commision on the Current Events in Lybia (Comissão da Verdade sobre os Atuais Eventos na Líbia, em tradução livre), mas a intermediação foi feita diretamente pela embaixada líbia em Brasília.

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