REUTERS/Mariana Bazo
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Deputados da base do governo peruano anunciam que votarão pelo impeachment de PPK

Depois da divulgação de vídeo de aliado oferecendo obras para salvar mandato de Pedro Pablo Kuczynski, pelo menos quatro políticos da base do presidente, incluindo um dirigente de seu partido, disseram que apoiarão sua destituição se ele não renunciar

O Estado de S.Paulo

21 Março 2018 | 11h53

LIMA - Os ex-membros da bancada do partido governista Peruanos pela Mudança, Gino Costa, Alberto de Belaunde e Vicente Zeballos, anunciaram na madrugada desta quarta-feira, 21, que votarão a favor do impeachment do presidente Pedro Pablo Kuczynski (PPK) caso ele não renuncie antes da sessão no Congresso marcada para a quinta-feira para analisar seus supostos vínculos com a construtora Odebrecht.

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Os três se reuniram horas antes para analisar a situação política de PPK depois de o partido oposicionista Força Popular, dirigido por Keiko Fujimori, divulgar um vídeo em que o irmão dela, Kenji, aparece oferecendo obras para um deputado da oposição em troca de votos para salvar o presidente da destituição.

"Diante dos grave fatos que tomamos conhecimento hoje (terça-feira), nos vemos obrigados a mudar nossa posição institucionalista contra a vacância (da presidência). O presidente PPK deve renunciar e dar um passo para a sucessão constitucional", escreveram os três em suas contas no Twitter.

Até a divulgação dos vídeos, a posição dos três parlamentares era de não apoiar a votação pela vacância da presidência de PPK em defesa da institucionalidade no país.

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Além deles, nesta quinta-feira o secretário-geral do partido de PPK, Salvador Heresi, também anunciou que votará contra o presidente se ele não deixar o cargo. 

"O que vimos nos vídeos divulgados ontem é vergonhoso e afeta gravemente nossa democracia", escreveu Heresi no Twitter. "Diante disto, apelo para a dignidade do presidente da República e lhe peço que renuncie pensando primeiro no Peru. Se não o fizer, anuncio que votarei a favor da vacância."

O Congresso do Peru se reunirá na quinta-feira para ouvir a defesa de Kuczynski sobre seus supostos vínculos com a construtora Odebrecht, para depois debater e votar a segunda moção de vacância que pode tirá-lo da presidência de forma permanente por incapacidade moral. 

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