Deputados de Connecticut votam lei sobre armas

Deputados do Estado norte-americano de Connecticut, onde um homem armado matou 20 crianças e seis educadores num dos piores tiroteios da história norte-americana, começarão a debater nesta quarta-feira um pacote de medidas para o controle de armas. Segundo os partidários da medida, trata-se do projeto mais amplo de todo o país.

Agência Estado

03 de abril de 2013 | 12h29

O presidente Barack Obama visitou Denver nesta quarta-feira, intensificando seu pedido pela verificação universal de antecedentes para compradores de armas, assim como a exigência de que o Congresso vote finalmente o projeto sobre a proibição de rifles de assalto e o limite de capacidade dos pentes de munição.

A viagem de Obama tem forte simbolismo político porque o Colorado ampliou suas leis sobre o controle de armas, apesar de ser um Estado onde a posse de armas é um direito caro a seu habitantes. O Estado foi também o local onde um tiroteio num cinema, no ano passado, deixou 12 mortos.

O episódio deu início a crescentes debates nos Estados Unidos. Obama defende o maior controle para posse de armas e o poderoso lobby liderado pela Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês) afirma que mais armas tornarão as pessoas mais seguras. O grupo já conseguiu bloquear muitos esforços para restringir a posse de armas, lembrando que se trata de um direito assegurado na Constituição.

Em Connecticut, o debate sobre a lei deve ter início no final da manhã desta quarta-feira e pode levar horas. Tanto defensores do direito de posse de armas quanto partidários do controle devem comparecer em grande número, mas há fortes expectativas de que a lei seja aprovada. Obama deve visitar o Estado na segunda-feira.

Algumas das medidas incluem a expansão da proibição estadual a rifles de assalto, verificação de antecedentes para todas as vendas de armas, além da proibição da compra e venda de pentes de munição com mais de 10 balas. O governador Dannel P. Malloy, que é democrata, afirmou que vai promulgar a lei.

Defensores do direito de posse de armas questionam se a lei teria feito algo para impedir que Adam Lanza, de 20 anos, tivesse feito dos disparos na escola fundamental Sandy Hook em Newtown, no dia 14 de dezembro.

"Se ela (a legislação) fizesse algo para evitar este incidente, no qual a culpa é do indivíduo e da mãe, não dos legítimos proprietários de armas neste Estado, então nós provavelmente a apoiaríamos", disse Crook Robert diretor executivo da Coalizão de Desportistas de Connecticut. As informações são da Associated Press.

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