AFP PHOTO / FRANTZESCO KANGARIS
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Deputados do Partido Conservador britânico escolhem finalistas para sucessão de Cameron

Theresa May é a favorita para ocupar o cargo de primeira-ministra e líder do partido. Os dois candidatos escolhidos serão submetidos a uma votação entre os 150 mil membros da formação

O Estado de S. Paulo

07 Julho 2016 | 11h40

LONDRES - Os deputados do Partido Conservador britânico elegem nesta quinta-feira, 7, os dois candidatos que disputarão o cargo de David Cameron como primeiro-ministro e líder do partido. A votação entre os 330 deputados conservadores, que será realizada entre 8h e 15h locais (4h e 11h em Brasília), eliminará um dos três candidatos.

Estão concorrendo a ministra de Interior, Theresa May, a secretária de Estado de Energia e Mudança Climática, Andrea Leadsom, e o ministro da Justiça, Michael Gove.

Theresa aparece como favorita para suceder Cameron depois de receber um apoio esmagador de seus companheiros na primeira votação realizada na terça-feira. Na primeira rodada, ela obteve o apoio de 165 dos 330 deputados, seguida por Andrea, com 66 votos, e Gove, com 48.

Gove, que fez uma forte campanha para que o Reino Unido deixasse a União Europeia (UE), deve ser eliminado nesta quinta-feira.

Nick Boles, um advogado que apoia Gove, teve que pedir desculpas por enviar uma mensagem aos partidários de Theresa para pedir uma frente comum contra Andrea. "Michael não se importa de passar dois meses sendo massacrado por Theresa, se isto é o necessário, mas pelos interesses do partido e o interesse nacional, certamente devemos trabalhar juntos para interromper AL", escreveu.

O ex-ministro da Defesa Liam Fox foi eliminado da disputa ao ficar em último. Já o secretário de Estado da Previdência, Stephen Crabb, penúltimo, desistiu da corrida pelo posto de primeiro-ministro.

Os dois candidatos restantes se submeterão a uma votação entre os 150 mil membros da formação nos próximos dias, mas o anúncio do vencedor será feito apenas no dia 9 de setembro.

Cameron anunciou sua renúncia no dia 24 de junho. Seu sucessor terá a responsabilidade de invocar o Artigo 50 do Tratado Europeu de Lisboa para começar a negociar a ruptura com a UE, um processo que deve durar dois anos.

Neste período, Londres e Bruxelas terão que chegar a acordos em uma infinidade de temas, desde as novas regras comerciais entre ambos até o destino dos milhões de britânicos na Europa e dos milhões de europeus no Reino Unido. /EFE e AFP

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