Deputados dos EUA aprovam prazo para retirada do Iraque

Os democratas da Câmara dos Representantes (deputados) dos EUA garantiram um número suficiente de votos para aprovar uma lei fixando o dia 1º de setembro de 2008 como data final para a retirada dos soldados norte-americanos do Iraque, afirmaram congressistas nesta sexta-feira, 23. Ignorando a ameaça de um veto da Casa Branca, a votação terminou em 218-212 a favor da retirada. Democratas disseram que era hora de utilizar a maioria conquistada no Congresso em eleição de novembro. A presidente da casa, Nancy Pelosi (democrata), participou dos esforços para conquistar os 218 votos necessários à aprovação do polêmico projeto de lei na Câmara dos Representantes, composta por 435 membros. "Trata-se de um momento histórico para nosso partido e de um momento histórico para nosso país", afirmou a congressista. "Os votos (em favor de estipular o prazo) são bastante sólidos", afirmou o presidente da Comissão da Câmara para os Serviços Militares, Ike Skelton, um democrata. O voto representa a luta entre os legisladores e a Casa Branca, como ocorreu a quatro décadas na guerra do Vietnã, e impulsionou o Congresso de domínio democrata um passo adiante em direção a uma colisão constitucional com o presidente. Bush insistiu que os legisladores dessem mais tempo para sua estratégia de enviar aproximadamente mais 30 mil soldados ao Iraque.No senado, lideres democratas vão precisar de 60 votos para fazer prevalecer a retirada das tropas. Uma tarefa árdua, já que precisarão trazer doze republicanos para seu lado.Bush deveria ter recebido uma medida de compromisso dos congressistas, mas as duas câmaras precisam de dois terços aprovando a medida para sobrepor o presidente."A população americano perdeu a fé na conduta do presidente nessa guerra", disse Pelosi. "A população americana vê a realidade da guerra. O presidente não".O projeto de lei prevê uma verba de US$ 121,6 bilhões para as guerras no Iraque e no Afeganistão em 2007, mas estabelece o prazo de março de 2008 para a retirada da maioria dos soldados americanos da região.

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