Deputados entregam documento de repúdio à guerra na embaixada dos EUA

Um grupo de cerca de 20 deputados dos partidos de esquerda entregaram hoje na Embaixada dos Estados Unidos um documento assinado pelo presidente da Câmara, João Paulo Cunha, e parlamentares de todos os partidos, em repúdio à guerra contra o Iraque. No documento, os deputados declaram sua oposição ao ataque bélico dos Estados Unidos por entender que a guerra representa um retrocesso político e ético e uma barbárie contra a vida. "Reafirmamos que os conflitos entre os Estados devem ser mediados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Qualquer ruptura ou suspeita quanto à legitimidade e competência institucional da ONU abre precedente perigoso contra os ideais de civilização e progresso humano e ao ordenamento internacional de segurança", diz o documento. Os deputados pedem diálogo e exigem o imediato cessar fogo. No momento, os deputados ainda se encontram na guarita da Embaixada tentando entrar no prédio. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Embaixada informou não ter conhecimento sobre a vinda dos parlamentares. Eles, porém, disseram que fizeram um contato telefônico com o setor político da Embaixada para marcar o encontro, sem terem recebido qualquer resposta. Estão na embaixada, entre outros, os deputados Jandira Feghalli (PDT-RJ), Luciana Genro (PT-RS) Maria José Maninha (PT-DF), Wagner Lago (PDT-MA). UnilateralismoO Partido dos Trabalhadores (PT) classificou de "inaceitável" o ataque. De acordo com o presidente nacional do partido, José Genoino, é necessário reafirmar a posição em defesa da paz e contra a guerra: "Entendemos como inaceitável os prejuízos para a humanidade, o sacrifício em vidas, a desorganização das nações envolvidas, principalmente as que são atacadas, os altos investimentos econômicos na guerra, em detrimento do que poderia ser feito para desenvolver o mundo." Em nota divulgada no site do partido (www.pt.org.br), Genoino criticou a postura unilateral do governo norte-americano. Para ele, preocupa a visão fundamentalista que o governo dos EUA adotou na investida contra o Iraque. "Essa guerra é movida por uma visão totalitária do bem contra o mal. O PT defende uma ordem mundial pacífica, democrática e pluralista. Não aceita que um país decida unilateralmente o que fazer com os outros", completou. O dirigente petista destacou, ainda, que o partido está totalmente solidário com a posição do governo brasileiro, já manifestada em pronunciamento pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E considerou grave o desrespeito dos EUA e aliados à ONU e aos foros mundiais. Veja o especial : Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula-Os primeiros 100 dias e o Congresso

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