Deputados equatorianos pedem asilo político à Colômbia

Os seis deputados da oposição equatoriana que buscaram proteção na Colômbia noite de terça-feira pediram nesta quarta, 25, asilo político ao governo do presidente Álvaro Uribe.A solicitação foi formalizada ao vice-ministro de Relações Exteriores colombiano, Camilo Reyes, que recebeu os legisladores do país vizinho. A informação foi passada à imprensa pelo parlamentar colombiano Roy Barreras.Segundo o legislador, o pedido pode ser direcionado a outros dez deputados equatorianos que também chegaram à Colômbia pela fronteira sul do país, e que devem se dirigir a Bogotá.O asilo foi solicitado inicialmente pelos parlamentares Sylka Sánchez, Gloria Gallardo, Luis Fernando Torres, Alfonso Harb, Alfredo Serrano e Mauricio Ponce, os primeiros a chegarem à capital colombiana na noite de terça-feira. Os seis são parte de um grupo de 24 deputados contra quem uma promotora de Quito proferiu uma ordem de prisão preventiva na terça-feira, sob o argumento de que iniciaram uma revolta.A medida judicial foi expedida um dia depois de o Tribunal Constitucional (TC) equatoriano restituir 50 dos 57 deputados que foram cassados em março pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os parlamentares tiveram os cargos cancelados por supostamente obstruírem um processo de Assembléia Constituinte convocado pelo presidente Rafael Correa.Ainda de acordo com Barreras, o vice-chanceler Reyes respondeu aos deputados equatorianos que a resposta sobre o pedido de asilo deverá sair em dois dias. Enquanto isso, eles "terão todas as garantias para permanecer no território colombiano, protegidos", disse Barreras.A petição foi feita com base na argumentação dos deputados, que consideram "terem sido alijados de seus direitos políticos e das mínimas garantias democráticas no país vizinho", explicou o político colombiano.A solicitação de asilo foi formalizada poucas horas depois de o deputado Torres ter afirmado em entrevista à rádio colombiana RCN de que essa possibilidade não estava nos planos dos opositores que se dirigiram para Bogotá. O caso dos legisladores equatorianos foi recebido com absoluta discrição pelo presidente Uribe, que desde dezembro enfrenta uma crise diplomática com Correa. O contencioso começou depois que a Colômbia realizou fumigações de plantações de coca na fronteira com o Equador. Segundo o presidente equatoriano, a questão "terá que ser analisada delicadamente pela chancelaria"."Este (a Colômbia) é um Estado de leis", disse o governante, que argumentou que o presidente deve respeitar a legalidade.

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