Deputados equatorianos pedem proteção à Colômbia

Os seis deputados equatorianos que viajaram para Bogotá para fugir de uma ordem de prisão expedida por um tribunal de Quito pediram proteção ao governo da Colômbia nesta quarta-feira, 25, informou o legislador Luis Fernando Torres. Em entrevista à rádio de Bogotá RCN, o deputado descartou que o objetivo seja pedir que o presidente Álvaro Uribe conceda asilo aos parlamentares, como havia sido cogitado inicialmente. Torres chegou na noite de terça-feira a Bogotá, acompanhado pelos também deputados Sylka Sánchez, Gloria Gallardo, Alfonso Harb, Alfredo Serrano e Mauricio Ponce. A viagem se deu horas depois de uma promotora da capital equatoriana ter ordenado que estes e outros 18 legisladores fossem detidos. Eles foram acusados de promoverem uma revolta.Ao menos outros dez deputados em condições semelhantes viajaram por terra, na terça-feira, para Ipiales, uma cidade colombiana na fronteira com o Equador. Eles também devem seguir para a capital. Torres, que é do Partido Social Cristão (PSC), explicou que os opositores do presidente equatoriano, Rafael Correa, que deixaram o país, buscam na Colômbia "medidas de proteção frente às circunstâncias de completa perseguição política" que eles atravessam.O legislador é um dos 50 deputados que tiveram os cargos restituídos na segunda-feira, 23, pelo Tribunal Constitucional (TC) de Quito. Com a essa decisão, que resultou de um recurso perpetrado pelos políticos, o TC neutralizou uma sentença proferida em março pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) que destitui 57 deputados acusados de interferir na criação de um referendo para a instalação de uma Assembléia Constituinte. Convocada por Correa, a consulta foi realizada no último dia 15, e aprovou a Assembléia. Torres rechaçou que o TC tivesse sido "destituído" ao restituir os deputados e que as autoridades judiciais divulgaram contra os parlamentares "ordens de prisão preventiva por cometer delitos políticos". "Por estas circunstâncias, decidimos abandonar o território equatoriano", acrescentou o deputado.Para finalizar Torres disse que "não possui garantias de caráter jurídico".

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