Deputados governistas suspendem presidente da Corte Suprema boliviana

A maioria governista da Câmara de Deputados da Bolívia suspendeu ontem à noite de suas funções o presidente da Corte Suprema de Justiça, Eddy Fernández, sob a acusação de não cumprimento de funções e retardamento da justiça.A suspensão foi aprovada por 62 deputados; 4 rejeitaram a medida ou se abstiveram. Os deputados de oposição abandonaram a sessão, mas os governistas obtiveram a aprovação com quórum restrito.Segundo a jurista Aida Camacho, advogada de Fernández, o resultado põe em uma difícil situação o tribunal máximo de Justiça da Bolívia.A determinação da Câmara de Deputados deverá ser submetida dentro de 15 dias ao Senado, dominado pela oposição, onde certamente será rejeitada. Segundo Aida, "diante desta circunstância, a situação deverá ser tratada pelo Congresso", que reúne ambas câmaras.A medida compromete o início, na segunda-feira, do julgamento oral contra o ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada - que está autoexilado nos EUA desde que renunciou em 2003 - e 11 de seus ex-ministros, acusados da morte de 60 civis durante repressão a um protesto. CRISE COM PERUO presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou ontem que o asilo concedido pelo Peru a três ex-ministros acusados de crime de lesa-humanidade "põe em alto risco" as relações diplomáticas entre os dois países. "Estamos analisando seriamente (a questão do asilo)", disse Evo durante entrevista coletiva. O presidente também afirmou que o governo ainda decidirá sobre uma possível ruptura de laços.

EFE E AP, O Estadao de S.Paulo

14 de maio de 2009 | 00h00

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