Thanassis Stavrakis/AP
Thanassis Stavrakis/AP

Deputados gregos tomam posse antes das novas eleições

Novo Parlamento, com sete partidos, é o mais plural desde as eleições de 1977

Efe,

17 Maio 2012 | 08h23

ATENAS - Os políticos gregos eleitos no pleito do último dia 6 de maio recolheram nesta quinta-feira, 17, suas atas de deputado e assumiram seus mandatos, que será curtíssimo, já que nos próximos dias o Parlamento será dissolvido para convocar as novas eleições, previstas para 17 de junho.

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O novo Parlamento, com sete partidos, é o mais plural desde as eleições de 1977, mas sua fragmentação foi uma das causas que impediu a formação de um governo.

Dado que seus mandatos como deputados serão extremamente curtos, os políticos eleitos concordaram em não receber seus salários.

A cerimônia de posse aconteceu na presença do Arcebispo de Atenas e Primaz da Grécia, Ieronimos II, pois na Grécia a Igreja Ortodoxa tem uma grande influência e o Estado é confessional.

Por isso, a maioria dos deputados jurou seu cargo sobre a Bíblia, enquanto os três deputados da minoria turca de Trácia fizeram-no sobre o Corão.

Apenas os deputados da esquerda (com exceção de uma comunista que o fez sobre a Bíblia) juraram seu cargo pelo civil.

Durante a cerimônia, todos os olhos estavam postos nos 21 deputados do partido neonazista Aurora Dourada, cujo líder, Nikolaos Mijaloliakos, tinha feito a saudação fascista durante seu período como vereador da prefeitura de Atenas, mas não foram registrados novos incidentes.

Na sexta-feira, o Parlamento deve reunir-se para escolher seu presidente - segundo cargo do Estado em protocolo, atrás do Presidente da República - e formar a mesa do plenário.

Uma vez realizadas estas eleições, o Parlamento será dissolvido por decreto presidencial, previsivelmente no próximo domingo, já que o plenário deve permanecer pelo menos três semanas fechado antes do pleito.

Por sua parte, o já ex-primeiro-ministro, Lucas Papademos, em carta aberta aos gregos publicada hoje pela imprensa local, explica que "os sacrifícios do povo não foram em vão, eram necessários para que a Grécia permaneça na União Europeia".

"Os próximos pleitos serão os mais críticos da vida democrática do país. A eventual saída da UE por causa de atos unilaterais seria um desastre nacional", ressaltou o ex-primeiro-ministro, advertindo que há muitos que querem "beneficiar-se" desta saída da Grécia da zona do euro.

 
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