EFE/ Miguel Gutiérrez
EFE/ Miguel Gutiérrez

Deputados venezuelanos denunciam ataque a caravana a caminho da fronteira com a Colômbia

Fotos compartilhadas nas redes sociais por membros da Assembleia Nacional mostram danos nos vidros de ônibus que leva os parlamentares até a cidade de Táchira; há relatos de que um motorista foi gravemente ferido

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2019 | 09h36

Deputados venezuelanos que integram a caravana que segue para a fronteira da Venezuela com a Colômbia denunciaram nas redes sociais que os ônibus nos quais estão foram alvos de ataques durante a madrugada desta sexta-feira, 22. Imagens mostram vidros quebrados e estilhaços.

As fotos e os relatos publicados pela conta oficial da Assembleia Nacional da Venezuela - controlada pela oposição - nas redes sociais foram compartilhadas pelo presidente interino Juan Guaidó.

“Não vão nos impedir que chegue a ajuda humanitária”, afirmou a deputada Mariela Magallanes em um vídeo postado nas redes sociais. 

“Não querem deixar entrar ajuda humanitária, então vamos caminhando, atravessando o Túnel de La Cabrera (na fronteira com a Colômbia)”, acrescentou a deputada Delza Solozano também em vídeo.

A Assembleia Nacional é formada majoritariamente por parlamentares oposicionistas ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que, em seus discursos, diz que o Parlamento é ilegítimo.   

Ajuda

A caravana se destina a apoiar o esquema organizado para distribuição no sábado, 23, de ajuda humanitária, doada por países que respaldam o governo interino de Guaidó, à população venezuelana.

De acordo com os parlamentares, houve ataques com “objetos contundentes” na região próxima à cidade de Guanare, no Estado Portuguesa. Segundo os deputados, um dos motoristas foi ferido “gravemente”.

No seu perfil no Twitter, Guaidó reiterou o apoio aos parlamentares. “Respaldo total a nossos deputados e voluntários que se dirigem em caravana para Cúcuta, para a entrada da ajuda humanitária. A Venezuela está mobilizada com um propósito nobre e pacífico: salvar vidas. Não há razão alguma para impedir a esperança no país.” / AGÊNCIA BRASIL

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