Derrota nas eleições para Senado japonês não representa mudanças no governo

Partido Democrático conseguiu 44 cadeiras no Senado, 12 abaixo do esperado

Efe,

12 de julho de 2010 | 05h54

TÓQUIO - O resultado das eleições para o Senado no domingo, 11, no Japão, o primeiro golpe nas urnas para o jovem Governo do Partido Democrático (PD), não vai representar mudanças no Gabinete, disse nesta quinta-feira, 12, o porta-voz do Executivo japonês, Yoshito Sengoku.

Depois de se reunir com o primeiro-ministro, Naoto Kan, e o secretário-geral do PD, Yukio Edano, o porta-voz japonês disse que não haverá mudanças no Governo até, pelo menos, setembro, quando sua legenda realizará eleições para escolher seu líder.

Sengoku disse que o partido "deve aceitar com humildade a severa crítica", em referência à perda de cadeiras no Senado, informa a agência local Kyodo.

O PD conseguiu 44 cadeiras, abaixo de sua meta de manter os 54 assentos, enquanto o opositor Partido Liberal-Democrata (PLD) obteve 51 assentos.

A imprensa japonesa destacou que os resultados eleitorais acrescentam pressão a alguns pesos pesados do PD para que renunciem e assumam a responsabilidade pela derrota, entre eles Edano.

Sengoku assinalou que é desejável que a ministra da Justiça, Keiko Chiba, que perdeu no domingo sua cadeira no Senado, se mantenha no governo até setembro.

Além disso, na reunião entre Kan, Edano e Sengoku foram tratados outros temas prioritários, como a preparação do orçamento do Estado para o ano fiscal de 2011, que começa em abril desse ano.

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