Derrotado nas urnas, partido governista da Índia recusa renúncia dos Gandhi

Sonia Gandhi e o filho Rahul ofereceram nesta segunda-feira renunciar à liderança do Partido do Congresso após a pior derrota eleitoral na história, mas os chefes do partido indiano recusaram a oferta na tentativa de conter a rejeição à principal dinastia política do país.

SANJEEV MIGLANI E NIGAM PRUSTY, Reuters

19 Maio 2014 | 18h48

O Partido do Congresso, que governou a Índia durante a maior parte de seus 67 anos de independência, incluindo a última década, está se recuperando de uma derrota humilhante para o adversário Narendra Modi e o seu partido hindu nacionalista Bharatiya Janata (BJP).

Mas em vez de apontar o dedo para os Gandhi, que realizaram uma campanha morna em comparação ao desempenho arrebatador de Modi, os líderes da legenda, na iminência de passar cinco anos na oposição, apoiaram a família.

"Sonia e Rahul ofereceram a sua demissão, mas o Partido do Congresso a rejeitou unanimemente”, disse Amrinder Singh, líder veterano do partido no Estado de Punjab, no norte do país, referindo-se à elite do Comitê do Congresso, que se reuniu na sede do partido em Nova Délhi.

Os líderes do Partido do Congresso adotaram uma resolução autorizando Sonia a tomar medidas para renovar o partido.

A escala da derrota foi devastadora. O Partido do Congresso conquistou 44 das 545 cadeiras da Câmara dos Deputados - menos do que um décimo do necessário para ser reconhecido como principal grupo opositor. O BJP ficou com 282 assentos.

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