Desabamento de prédio no Quênia soterrou dezenas

Um prédio de cinco andares ainda em construção desabou nesta segunda em Nairóbi, capital do Quênia, matando pelo menos 11 pessoas e ferindo mais de 70. Equipes de resgate tentavam retirar pessoas que ainda estavam sob os escombros. Os socorristas disseram que gritos e gemidos dos soterrados podiam ser ouvidos. Mais de 280 operários estavam trabalhando na construção na hora do acidente.O médico Samul Ngiru, do Hospital Geral, disse que pelo menos 75 pessoas foram internadas, principalmente com ferimentos nas costas, pernas e abdome. Muitas estavam em estado crítico. O hospital pediu às pessoas que doassem sangue. A polícia pediu aos que tivessem alguma experiência em resgate que ajudassem nos trabalhos de socorro, e às empresas, que emprestassem escavadeiras e outros equipamentos.Em imagens de uma TV local podia ser vista a mão de uma pessoa sob um bloco de concreto do prédio, batendo na laje num pedido mudo de ajuda. O prédios estava sendo construído na esquina das Ruas Ronald Ngala e Tom Mboya, centro de Nairóbi.Dezenas de milhares de pessoas correram para o local do acidente, mais atrapalhando que ajudando nos trabalhos de resgate e congestionando as ruas. A polícia antidistúrbios teve de usar cassetete para dispersar a multidão.Não havia nenhuma explicação oficial para a causa do acidente. Os trabalhadores estavam levantando um novo andar quando o prédio desabou. Um repórter da agência Reuters disse que em algumas partes o cimento ainda estava úmido.Um dos operários, que não quis se identificar, disse que um inspetor de obras havia alertado na semana passada que a estrutura do prédio não estava segura. A construtora ficou de tentar estabilizar a obra. "Vimos o prédio afundando lentamente e então se inclinando para o lado. Saímos correndo da área", contou Serengo Wekesa, que estava trabalhando em um prédio vizinho. Ele acrescentou que várias mulheres tinham entrado com os filhos na construção para vender comida aos trabalhadores.Um operário, James Ofunyi, disse que os trabalhadores estavam no horário de almoço e muitos tiravam um cochilo quando o prédio desabou. "Eu estava dormindo após ter almoçado quando ouvi alguém gritando para que corrêssemos. Mas não consegui chegar às escadas, pois o prédio começou a ruir", disse Ofunyi. "Saí pelo outro lado."Partes das paredes externas do prédio continuavam de pé, pondo em risco os membros das equipes de resgate.

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