Roman Koksarov / AP
Roman Koksarov / AP

Desabamento de supermercado mata ao menos 45 pessoas na Letônia

Outras 40 vítimas ficaram feridas; equipes de resgate ainda trabalham no local

O Estado de S. Paulo,

22 de novembro de 2013 | 09h11

(Atualizada às 15h55) RIGA - O número de mortos no desabamento de um supermercado em Riga, capital da Letônia, nesta sexta-feira, 22, aumentou para ao menos 45. Equipes de resgate ainda procuram vítimas sob os escombros. Outras 40 pessoas ficaram feridas.

"A superfície dos trabalhos de resgate é extremamente ampla e os trabalhos de remoção de escombros são realizados muito devagar e com muito cuidado, porque as estruturas que caíram lembram um castelo de cartas de baralho. Levantar um bloco de concreto pode provocar a queda de outros", explicou à televisão a porta-voz dos serviços de resgate, Inga Vetere.

O edifício, construído há menos de dois anos, sofreu pelo menos dois desabamentos na última hora da tarde de ontem e foi no segundo que os membros da equipe de resgate morreram, já que se encontravam no local da tragédia. "No momento ignoramos as causas do acidente. Foi uma noite trágica", disse Viktorija Sembele, porta-voz dos serviços de emergência. Imagens de televisão mostram que o telhado do edifício desmoronou e o segundo andar caiu em seguida, sobre as equipes de resgate.

Obras de paisagismo no terraço do centro comercial foram apontadas como uma das causas mais prováveis do desabamento. "Ainda não se pode dizer com toda segurança qual foi a causa do desabamento do teto do supermercado 'Máxima', mas uma das causas da tragédia poderia ser o descumprimento das medidas de segurança durante os trabalhos" no terraço, disse o chefe do departamento de Obras de Riga, Inguss Vircavs.

O funcionário assegurou que todos os projetos da empresa construtora RÉ&RÉ, responsável tanto pela construção do centro comercial como das obras no terraço do edifício, serão inspecionados nos próximos dias.

Segundo o ministro do Interior letão, Rihards Kozlovskis, um sinal de alarme soou no supermercado meia hora antes da tragédia. /EFE e REUTERS

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