Desabrigados voltam à Indonésia; Malásia teme inundação

Milhares de desabrigados pelas inundações na ilha de Sumatra voltaram nesta sexta-feira, 29, às suas aldeias para iniciar o trabalho de limpeza, enquanto a vizinha Malásia se prepara para uma nova inundação.Nas províncias indonésias de Aceh e Sumatra do Norte, onde chuvas e deslizamentos mataram pelo menos 141 pessoas, o número de desabrigados alojados em abrigos e acampamentos caiu de 400 mil para 200 mil.A ajuda chega a muitos atingidos, mas a chuva ainda impede o acesso das equipes de emergência a algumas áreas, segundo autoridades. "Ainda há cinco aldeias e dois distritos que não conseguimos alcançar devido à chuva", disse Rustam Pakaya, do Ministério da Saúde.Segundo o ministro de Relações Domésticas, Muhammad Maaruf, há 179 desaparecidos nas duas províncias e 211.530 desabrigados.Muita gente que voltou para suas aldeias começou a retirar a lama e o entulho, mas outros consideraram a tarefa penosa demais e voltaram aos acampamentos. "Parece impossível voltar para nossa casa, está cheia de lama", disse Tamilah, que se abrigava dentro de um caminhão, à TV Reuters na localidade de Sukajadi, distrito de Tamiang, a área mais atingida em Aceh. "Os problemas são a falta de comida e de água potável", queixou-se Rosmini, outro morador.O médico Catur Haryani, que participa dos trabalhos em Aceh, disse estar tratando lesões, problemas respiratórios e alguns poucos casos de diarréia. O governo disse estar abrindo clínicas nas áreas atingidas.Parte da Malásia peninsular, separada de Sumatra pelo estreito de Málaca, também foi atingida pelas inundações, as piores no país desde 1969.A agência de notícias Bernama disse que há pelo menos 11 mortos e 63 mil desabrigados. O Departamento de Meteorologia do governo malaio previu que as chuvas em Johor e no sul de Pahang devem continuar até domingo."É claro, esperamos que não seja uma segunda rodada da chuva forte que causou a atual inundação", disse o vice-primeiro-ministro, Najib Razak, ao jornal New Straits Times. "Mas precisamos estar preparados caso aconteça." As autoridades de três Estados da Malásia, incluindo Johor, o mais atingido, continuam em alerta vermelho.

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