Desafio Próximo líder enfrentará questão fiscal

Congresso dividido deve dificultar trabalho do Executivo l Presidente chega com ligeiro favoritismo às eleições de hoje l Romney vota perto de Boston e parte para comícios durante a votação

O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2012 | 02h07

Enquanto a apuração da eleição americana de ontem avançava noite adentro, sem que fosse possível indicar uma tendência clara para o presidente e candidato à reeleição, Barack Obama, ou seu desafiante republicano, Mitt Romney, havia uma única certeza no país: o primeiro problema a ser enfrentado no próximo mandato é a questão fiscal.

Um Congresso que deve seguir dividido na próxima legislatura deve dificultar essa tarefa, primordial para que a economia do país volte aos trilhos. O remédio amargo traria como ônus o fim da ajuda financeira federal ao setor privado, que até agora tem ajudado a manter os índices de desemprego em níveis suportáveis.

Pesquisas de opinião compiladas pelo site Real Clear Politics apontavam uma ligeira vantagem de Obama na estimativa de votos para o Colégio Eleitoral, cujos delegados, em última instância elegem o presidente americano. Segundo esses estudos, o democrata teria 201 dos 270 votos necessários no Colégio para reeleger-se presidente. Romney obtinha 191.

Os delegados que faltavam para que atingissem o objetivo estavam em sete Estados indefinidos. Com a disputa apertada, os dois candidatos foram atrás dos votos nesses Estados durante a votação. Obama jogou basquete em Chicago - como faz em toda eleição -, mas não deixou de telefonar para eleitores. Romney votou perto de Boston e viajou, ainda em campanha, para Ohio e Pensilvânia.

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