Desaparecimento de ativista chinês preocupa dissidentes

Gao Zhisheng desapareceu em 13 de setembro, após criticar a situação dos direitos humanos na China

EFE

29 de setembro de 2007 | 03h51

O advogado chinês e defensor dos direitos humanos Gao Zhisheng está desaparecido desde 22 de setembro e há suspeitas de que ele tenha sido detido irregularmente, informaram neste sábado amigos do ativista e a organização Anistia Internacional (AI). De acordo com uma carta escrita aos meios de comunicação por Hu Jia, outro conhecido ativista político perseguido, 10 policiais à paisana e vários carros da Polícia chegaram à casa de Gao no dia 22. Ninguém testemunhou a suposta detenção. Mas Hu disse que o advogado provavelmente foi levado a instalações da Segurança Pública, sem que seus parentes tenham sido informados. A nota da AI acrescentou que, por enquanto, foi impossível falar com a mulher do advogado, Geng He. Segundo a organização, ela pode também estar sendo vigiada. Gao escreveu dias antes de seu desaparecimento, em 13 de setembro, uma carta aberta ao Congresso dos Estados Unidos. Ele se queixava da deterioração da situação dos direitos humanos na China e rejeitava os Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Três dias depois da publicação da carta, a Polícia entrou na casa do advogado. Em dezembro de 2006, Gao Zhisheng foi declarado culpado de "incitar a subversão" por organizar uma greve de fome para chamar a atenção contra a perseguição de vários ativistas e de grupos religiosos como a Falun Gong. Gao, cuja licença para exercer a advocacia já tinha sido retirada em 2005, foi condenado por esses protestos a três anos de prisão. A pena foi suspensa durante cinco anos, de forma que ele só seria preso se cometesse um delito até 2010.

Tudo o que sabemos sobre:
repressãoChina

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.