Desaparecimento de menina comove a Argentina

O misterioso desaparecimento de uma menina de 11 anos há uma semana mobiliza as forças de segurança da Argentina e envolve até mesmo a presidente Cristina Kirchner e celebridades. Candela Rodríguez desapareceu em 22 de agosto, quando saiu de suas casa na localidade de Hurlingham, nas proximidades da capital Buenos Aires. Ela ia se encontrar com suas amigas e depois com um grupo de escoteiras numa igreja próxima.

AE, Agência Estado

30 de agosto de 2011 | 17h08

Até o momento não há pistas sobre o paradeiro da menina, embora o caso tenha tomado grandes proporções e chegado aos meios de comunicação. Sua fotografia circula permanentemente pela redes sociais.

"Alguém tem de saber porque roubaram minha filha. Ela não está passeando nem fugiu de casa e isso tem de ficar claro", afirmou a mãe, Carola Labrador, em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira para lanças a campanha "48 horas por Candela". Atores e esportistas atenderão ligações telefônicas durante 48 horas para receber informações que possam levar ao paradeiro da menina.

"Esta é uma situação que mobiliza todos os argentinos. Como pai, entendo a tragédia que Carola vive...às vezes, o fato de ser conhecido pode mobilizar alguém do outro lado...Certamente, alguém sabe de algo", disse Adián Suar, ator de gerente de programação do Canal 13.

Labrador foi recebida no final de semana pela presidente Cristina Kirchner, que se colocou à disposição para colaborar com as investigações. A província de Buenos Aires ofereceu uma recompensa de 100 mil pesos (cerca de US$ 25 mil) para quem fornecer dados concretos sobre seu paradeiro. Em toda a Argentina há 210 crianças desaparecidas, segundo o escritório local da organização internacional Missing Children.

Especialistas destacam que as principais causas do desaparecimento de crianças são conflitos familiares, crise de identidade, problemas mentais e sequestro, incluindo redes de tráfico de crianças e pedofilia.

"Todas as pistas são seguidas, nenhuma é descartada", afirmou o ministro da Segurança da província de Buenos Aires, Ricardo Casal, à Rádio Província. Segundo ele, 1.800 policiais trabalham na investigação.

Entre as celebridades que atenderão aos telefonemas estão o ex-artilheiro do Boca Boca Juniors Martín Palermo, o técnico do River Plate Matías Almeyda e o conhecido ator Ricardo Darín. As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.