Desapropriações causam protestos violentos na China

Cerca de 1.000 policiais equipados com escudos, cassetetes e cães de ataque atiraram gás lacrimogêneo contra milhares de aldeões que protestavam nesta quinta-feira contra uma desapropriação de terra no sul da China, relataram veículos da imprensa de Hong Kong. A manifestação ressalta o crescente descontentamento em áreas rurais pobres do país, onde disputas por terra entre camponeses e autoridades locais freqüentemente geram protestos violentos. Estima-se que milhares aconteçam todos os anos no país. Os camponeses acusam as autoridades locais de lucrarem com a venda de terras desapropriadas ilegalmente para investidores. Os residentes dessas áreas rurais reclamam não terem sido compensados pela venda de suas terras para a construção de fábricas e shoppings. Briga com a polícia A Hong Kong Cable TV mostrou nesta quinta-feira manifestantes na vila de Sanzhou, na província de Guangdong, atacando os policiais com paus e pedras, enquanto nuvens de gás estouravam em meio à multidão. Um número não especificado de aldeões se feriu, disse o diário Ming Pao Daily News. Na quarta-feira, os aldeões, que há meses protestam contra a corrupção, cercaram um armazém que, segundo eles, foi construído dentro de um território ilegalmente desapropriado e depois vendido, relatou o jornal South China Morning Post, citando moradores não-identificados. Os manifestantes bloquearam a estrutura enquanto dezenas de autoridades e convidados estrangeiros da Tailândia, Alemanha e Inglaterra estavam dentro do prédio durante uma cerimônia de inauguração. Mais tarde, os manifestantes deixaram que os estrangeiros saíssem, mas mantiveram as autoridades, exigindo que elas investigassem a alegada posse ilegal e que punisse os responsáveis, disse o jornal. Depois que os manifestantes se dispersaram em meio ao gás lacrimejantes, a tropa de choque da polícia permaneceu na área até o fim da noite de quinta-feira, disso o Ming Pao.

Agencia Estado,

10 Novembro 2006 | 17h05

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