AFP PHOTO
AFP PHOTO

Desastres mataram 10 mil pessoas e custaram U$158 bilhões em 2016, diz seguradora suíça

Perdas seguradas aumentaram quase um terço em relação a 2015; furacão Matthew deixou US$ 8 bilhões de prejuízos nos EUA

O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2016 | 18h02

ZURIQUE  - Mais de 10 mil pessoas morreram em decorrência de desastres naturais e causados pelo homem em 2016, e as perdas financeiras totalizaram ao menos US$ 158 bilhões, informou a seguradora suíça Swiss Re nesta quinta-feira.

Estimadas em US$ 49 bilhões, as perdas seguradas aumentaram em quase um terço - foram de US$ 37 bilhões em 2015 -, mas cobriram menos de um terço dos custos decorrentes de catástrofes ao longo do ano.

"A diferença entre as perdas totais e as perdas seguradas em 2016 mostra que muitos eventos ocorreram em áreas onde a cobertura de seguros era baixa", disse a Swiss Re em comunicado.

O furacão Matthew foi a catástrofe natural mais letal do ano, segundo a empresa, provocando ao menos 733 mortes, sobretudo no Haiti.

O Matthew causou devastação no Haiti e no leste do Caribe em outubro e depois atingiu a costa sudeste dos Estados Unidos, deixando US$ 8 bilhões de prejuízos, dos quais US$ 4 bilhões estavam segurados, informou a Swiss Re. Outras estimativas calcularam as perdas seguradas em até US$ 8 bilhões.

Uma sequência de terremotos e tremores secundários que abalou a região administrativa japonesa de Kumamoto, incluindo um sismo de  7 graus na escala Richter, em abril, deixou 137 mortos e foi o desastre mais custoso de 2016, provocando US$ 20 bilhões de perdas, dos quais só um quarto estava segurado.

"A sociedade está subsegurada contra o risco de terremotos, e a lacuna de proteção é uma preocupação global", disse Kurt Karl, economista-chefe da Swiss Re.

A empresa estimou o custo dos incêndios florestais em Fort McMurray, no Canadá  - o desastre mais caro da história do país para as seguradoras - em US$ 3,9 bilhões no nível econômico e em US$ 2,8 bilhões para as seguradoras. / REUTERS

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.