Desastres naturais causaram prejuízo de US$ 109 bilhões em 2010, diz ONU

Terremoto no Chile e inundações na China foram as tragédias mais custosas do ano passado

Agência Estado

24 de janeiro de 2011 | 12h08

Destroços em Concepción, no Chile, uma das áreas mais afetadas pelo terremoto.

 

GENEBRA - Os desastres naturais causaram um prejuízo de US$ 109 bilhões em 2010, um valor três vezes maior que o registrado em 2009, informou nesta segunda-feira, 24, a Organização das Nações Unidas (ONU). China e Chile foram os países que mais foram prejudicados.

 

O tremor de magnitude 8.8 em fevereiro no Chile custou ao país US$ 30 bilhões. Na China, as enxurradas e deslizamentos de terra causaram US$ 18 bilhões em perdas, segundo o Centro de Pesquisas para Epidemiologia de Desastres.

 

Embora o terremoto de janeiro no Haiti tenha sido o desastre mais mortífero do ano passado, matando 316 mil pessoas segundo o governo haitiano, o custo econômico foi de apenas US$ 8 bilhões. As enchentes de julho e agosto no Paquistão causaram um prejuízo de US$ 9.5 bilhões.

 

Margareta Wahlstrom, secretária-geral assistente para a redução do risco de desastres, disse que países em desenvolvimento agora enfrentam prejuízos maiores no caso de tragédias. "A riqueza acumulada que é afetada pelos desastres está crescendo", disse.

 

Cidades estão particularmente expostas a grandes perdas econômicas quando a infraestrutura está vulnerável a terremotos ou tempestades. "Com mais terremotos e fenômenos climáticos extremos em áreas urbanas, a situação da reconstrução nessas áreas se torna mais crítica", disse a secretária assistente. Em 2009, o total dos prejuízos foi baixo - um total de US$ 34,9 bilhões.

 

Dos 373 desastres registrados no ano passado, 22 ocorreram na China, 16 na Índia e 14 nas Filipinas, segundo o órgão da ONU. As tempestades, terremotos, ondas de calor e de frio afetaram 207 milhões de pessoas e mataram 296 mil, segundo os dados, que não consideram o aumento do número de vítimas anunciado há algumas semanas pelo governo haitiano por conta do terremoto de janeiro de 2010.

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