Descoberto complô contra candidato colombiano

O candidato presidencial das forças de esquerda colombianas, Luis Eduardo Garzón, denunciou, nesta terça-feira, que mercenários preparavam um atentado contra sua vida na sexta-feira passada, que ocorreria durante a cerimônia de proclamação de sua candidatura às eleições do próximo ano. Ex-presidente da Central Unitária de Trabalhadores (CUT), Garzón é o candidato da Frente Política e Social, que aglutina desde a esquerda comunista até moderados social-democratas. Nas pesquisas, a Frente aparece com apenas um ponto percentual das intenções de voto. O ministro do Interior, Armando Estrada, confirmou a existência de versões sobre um plano das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) para cometer o atentado, mas disse que, após a polícia se inteirar destas intenções, os paramilitares do grupo "não puderam levar a cabo este infernal propósito". O ministro anunciou que os esquemas de segurança de todos os candidatos serão reforçados para que o país possa escolher livremente seu próximo presidente. As AUC - a força de extrema-direita que combate a guerrilha -, no entanto, negaram em um comunicado que estivessem por trás do complô. "Condenamos o fato e reiteramos nossa simpatia e reconhecemos que Garzón é um homem honrado", disse o Estado Maior das AUC em nota divulgada em seu site na Internet.

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