Desconfiança quanto ao Paquistão "é profunda", diz Índia

O governo indiano declarou que sua desconfiança quanto ao Paquistão é ?muito profunda?, e que Nova Délhi não dará nenhum sinal de conciliação antes que o país rival tome ?medidas concretas? para acabar com o terrorismo através da fronteira entre as duas potências nucleares. O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, havia dito nesta semana, ao encerrar sua vista à região, que Índia e Paquistão estavam perto de retomar o diálogo. No entanto, o ministro indiano do Interior, Lal K. Advani, declarou que é difícil acreditar na palavra do presidente paquistanês, general Pervez Musharraf, que prometeu agir contra os militantes islâmicos que usam o Paquistão como base para planejar atentados contra a Índia. Nova Délhi culpa os militantes por ataques à província da Caxemira e a outras partes do país. Depois de, durante 12 anos, chamar o ação dos separatistas caxemires de ?movimento pela liberdade?, Musharraf mudou o discurso e disse que não permitiria que a Caxemira servisse de pretexto para atos terroristas. Ele pôs cinco desses grupos na ilegalidade. Advani disse que o novo discurso ?abria caminhos?, mas que não era o suficiente. ?O cinismo, ceticismo e desconfiança são muito profundos. Só um discurso não basta?, disse.

Agencia Estado,

19 Janeiro 2002 | 09h21

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