Desde a queda do comunismo, cresce número de crianças pobres

Cerca de 18 milhões de crianças vivem em total pobreza na Europa oriental e nos territórios da antiga União Soviética, apesar dos dez anos de crescimento das economias da região. A constatação é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).A maior parte das crianças pobres (16 milhões) vive nos antigos territórios soviéticos, destacou o Unicef em seu levantamento de 192 páginas sob o título de Uma década de transição.Em Moldova e Tadjiquistão, quase três quartos das crianças vivem com menos de US$ 2,15 dólares diários - cifra usada pelo Banco Mundial para definir a pobreza.O documento assinala que a pobreza aumentou desde a queda do comunismo em 1989. "Graças a uma década de concentrados esforços, as taxas de mortalidade infantil caíram em muitos países", disse a diretora executiva do fundo, Carol Bellamy. "Mas, milhões de crianças continuam afetadas pela pobreza, por problemas de saúde e pela marginalização."O estudo mostra que uma, de cada três crianças, sofre de desnutrição na Albânia, no Uzbequistão e Tadjiquistão. Menos da metade dos jovens de 15 a 18 anos vão à escola nas ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central.Em 1989, essa era a situação de dois terços dos jovens. Os casos de aids têm crescido vertiginosamente na Rússia e Ucrânia, ao mesmo tempo em que se registrou um enorme aumento da tuberculose.

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