Desemprego atrapalha festa de 15 anos sem o Muro de Berlim

A Alemanha marca os 15 anos da queda do Muro de Berlim e do início da reunificação do país sob o peso das altas taxas de desemprego no antigo leste comunista e a sensação de que, no coração do povo, o país ainda não foi unido. Nada de grandes festas, desfiles ou fogos de artifício para relembrar o 9 de novembro de 1989, dia em que o regime da Alemanha Oriental abriu o muro, lançando uma onda de euforia quer culminou com a reunificação, 11 meses mais tarde.Numa parte do muro preservada no centro de Berlim, o prefeito Klaus Wowert depositou uma coroa de flores para os mais de 200 alemães orientais mortos tentando fugir para o ocidente durante os 28 anos de existência da barreira.O chanceler (primeiro-ministro) Gerhard Schroeder emitiu nota saudando o 9 de novembro como um "dia de triunfo para a liberdade e a democracia", e elogiou o povo da antiga Alemanha Oriental pela derrubada pacífica do governo comunista.Mas um ex-ativista pela democracia da Alemanha Oriental expressou o sentimento do povo do leste: "Muitas pessoas não valorizam mais a dádiva maravilhosa da liberdade, porque dizem: ´De que vale ser livre se não nos deixam trabalhar?´", disse o ministro protestante Friedrich Schorlemmer.

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