Deslizamento de rochas e queda de ponte causam mais de 50 mortos na China

Até o momento foram encontrados 37 corpos, e equipes de resgate calculam que ainda há 27 desaparecidos

Efe,

28 de julho de 2010 | 05h30

PEQUIM - Pelo menos 37 pessoas morreram após a queda de uma ponte sobre um rio na província central chinesa de Henan e outras seis morreram por um deslizamento de rochas e lama em Shaanxi, província no noroeste do país, informou nesta quarta-feira, 28, a agência oficial de notícias Xinhua.

As equipes de resgate que trabalham no acidente de Henan desde sábado passado, encontraram até hoje 37 corpos, e calculam que ainda há 27 desaparecidos, embora as testemunhas do desastre tenham assegurado que pelo menos 100 pessoas se encontravam na ponte para ver as correntes de água provocadas pelas inundações na zona quando a construção desabou.

As autoridades de Henan explicaram que a investigação que estuda a causa da queda continua sendo realizada.

Por outro lado, o acidente de Shaanxi, que aconteceu no último sábado, afetou 29 pessoas, que ficaram soterradas sob rochas e lama que se desprenderam de uma montanha por causa de uma chuva torrencial.

Cinco delas foram resgatadas, mas até o momento seis foram encontradas mortas e outras 18 permanecem desaparecidas.

Os operários de socorro evacuaram cerca de 530 pessoas que viviam perto da zona do deslizamento.

Estas vítimas se somam aos 93 mortos e 57 desaparecidos em toda a China por acidentes causados por inundações entre sexta-feira passada e segunda-feira.

Além disso, na terça-feira, 27, uma avalanche na província de Sichuan, sudoeste, deixou 21 desaparecidos.

Neste ano, na China, se multiplicaram os acidentes relacionados com inundações, que já mataram 823 pessoas e causaram o desaparecimento de outras 437, segundo os últimos dados oficiais publicados pelo Escritório Estatal de Controle de Inundações e Secas.

A China enfrenta a cada ano, entre junho e setembro, um período de inundações que castigam o centro e o sul do país e as deste ano estão sendo as piores desde 1998, quando morreram 4.150 pessoas.

Este ano, além disso, 28 províncias e mais de 120 milhões de pessoas foram afetadas por estes desastres meteorológicos.

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