Deslizamento de terra em Mianmar deixa ao menos um morto, 25 feridos e 70 desaparecidos

Deslizamento de terra em Mianmar deixa ao menos um morto, 25 feridos e 70 desaparecidos

De acordo autoridades locais, as pessoas foram arrastadas para um lago por resíduos de mineração

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2021 | 03h57
Atualizado 22 de dezembro de 2021 | 06h55

Um deslizamento de terra nesta quarta-feira, 22, em uma mina de jade no norte de Mianmar, Ásia, deixou, pelo menos, uma pessoa morta e 25 feridas. De acordo com um grupo da sociedade civil e relatos da mídia, 70 permanecem desaparecidas.

O incidente na área de Hpakant, no estado de Kachin, aconteceu por volta das 4h (21h30 GMT) e causou temores de terra. Conforme um funcionário da Kachin Network Development Foundation, as pessoas foram arrastadas para um lago por resíduos de mineração.

“As autoridades chegaram ao local por volta das 7h e estão realizando a busca”, disse por telefone Dashi Naw Lawn, funcionário do grupo da sociedade civil.

O portal de notícias Mizzima e a mídia Khit Thit também relataram que dezenas de pessoas pareciam estar desaparecidas no incidente em Hpakant, o centro da indústria de jade de Mianmar.

Deslizamentos mortais e outros acidentes são comuns nas minas mal regulamentadas de Hpakant. No último fim de semana ocorreu outro acidente semelhante que deixou seis mortos no mesmo complexo mineiro, o maior do mundo dedicado ao jade.

O país produz 90% do jade do mundo e tem como foco a exportação para China. Grupos de direitos humanos dizem que empresas de mineração ligadas a elites militares e grupos armados étnicos movimentam bilhões de dólares por ano com a indústria.

As pressões econômicas devido à pandemia covid-19 atraíram mais migrantes para as minas, mesmo com as tensões acirrando desde que os militares tomaram o poder no país em um golpe em fevereiro.

O governo deposto da ganhadora do Nobel Aung San Suu Kyi prometeu limpar a indústria quando assumiu o poder em 2016, mas os ativistas dizem que pouca coisa mudou.

Em julho do ano passado, mais de 170 pessoas morreram depois que resíduos de mineração desabaram em um lago./ AFP, Reuters e EFE

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