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Kyodo/via Reuters
Kyodo/via Reuters

Deslizamento de terra deixa mortos e desaparecidos no Japão

Avalanche de lama ocorreu após vários dias de chuvas fortes; quase três mil casas ficaram sem eletricidade

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2021 | 05h49

TÓQUIO - Um deslizamento de terra soterrou várias casas e deixou pelo menos dois mortos e 19 pessoas desaparecidas neste sábado, 3, na região central de Shizuoka, no Japão, informaram autoridades locais.

A avalanche de lama ocorreu após vários dias de chuvas fortes. Segundo a mídia japonesa, a enxurrada levou embora algumas casas e enterrou outras na cidade costeira de Atami, de onde os habitantes fugiram tentando chegar a um lugar seguro.

“Ouvi um barulho terrível e vi uma avalanche de lama descendo, enquanto alguns trabalhadores pediam às pessoas que evacuassem. Também corri para me proteger em um lugar alto”, relatou uma testemunha ao canal público NHK. “Quando voltei, as casas e os carros haviam desaparecido”, acrescentou.

O governo local solicitou ajuda militar para missões de resgate, e o primeiro-ministro Yoshihide Suga convocou uma reunião na tarde de sábado para discutir a situação.

O deslizamento ocorreu por volta das 10h30 de sábado (noite de sexta em Brasília), segundo um funcionário municipal de Atami, que acrescentou que "várias casas foram varridas". Cerca de 2.800 residências permanecem sem eletricidade, de acordo com a empresa fornecedora de energia Tepco.

Imagens compartilhadas pela NHK no Twitter mostram carros e ônibus soterrados pela lama escura após a avalanche. Também é possível ver equipes de emergência trabalhando para retirar os escombros das ruas.

O Japão está em sua estação chuvosa, que costuma causar enchentes e deslizamentos de terra. Mais de 200 pessoas morreram em 2018 após inundações devastadoras no oeste do país. Em 2020, alagamentos mataram dezenas de pessoas em meio à pandemia de coronavírus, o que tornou os esforços de resgate ainda mais difíceis.

Segundo cientistas, o fenômeno tem sido acentuado pelas mudanças climáticas, à medida que uma atmosfera mais quente retém água, aumentando o risco e a intensidade de chuvas extremas.

Atami, localizada na região rural de Shizuoka, fica a cerca de 90 km da capital Tóquio, e é conhecida por suas fontes termais. Até a manhã de sábado, havia registrado precipitação de 313 milímetros em apenas 48 horas, segundo a NHK, superando a média anual de 242,5 milímetros para todo o mês de julho.

A circulação do Shinkansen, o trem japonês de alta velocidade, foi temporariamente suspensa entre Tóquio e Osaka (oeste) em decorrência das fortes chuvas, e o serviço de outros trens também foi interrompido, segundo empresas ferroviárias./AFP

 

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