Reuters
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Deslizamento de terra em Papua Nova Guiné deixa 40 mortos

Muitas das vítimas, que foram surpreendidas pelo desastre enquanto dormiam, são crianças

Efe,

25 de janeiro de 2012 | 09h36

JACARTA - Ao menos 40 pessoas morreram e outras 20 estão desaparecidas após um deslizamento de terra ter soterrado duas aldeias da região central de Papua Nova Guiné, informaram os meios de comunicação locais.

Muitas das vítimas, que foram surpreendidas pelo desastre enquanto dormiam, são crianças, declarou o porta-voz do governo de Papua Nova Guiné, Francisco Potape, ao jornal "The National".

O diretor do Centro Nacional de Desastres, Martin Mosi, apontou que pode haver até 60 mortos, mas acrescentou que ainda é cedo para "dar um número concreto".

As autoridades também não forneceram dados provisórios do número de desabrigados e de casas destruídas ou danificadas, pois alegam estar esperando receber os relatórios das equipes enviadas à região.

O deslizamento deixou um rastro de um quilômetro e meio de destruição na província de Southern Highlands, rica em jazidas de gás e de difícil acesso.

Uma equipe oficial chegou com cães farejadores nesta quarta-feira ao povoado de Madi, supostamente o mais afetado, para avaliar a situação.

A Austrália, a pedido de Papua Nova Guiné, enviou um engenheiro civil e um funcionário da agência de ajuda internacional para colaborar com as equipes de resgate.

O primeiro-ministro do país, Peter O'Neill, também viajou nesta manhã à região para avaliar a situação, e havia previsto retornar no mesmo dia a Port Moresby.

Rebecca Arnold, porta-voz da ExxonMobil, empresa que tem uma exploração de gás de US$ 16 bilhões na região do acidente, declarou nesta quarta-feira à imprensa local que a companhia ofereceu toda a ajuda possível às autoridades, mas não fez comentários sobre as acusações de que suas operações foram a causa do deslizamento, como acredita a ONG Population Services International.  

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