REUTERS/LOCAL TEAM via Reuters TV
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Deslizamento de terra na Suíça deixa ao menos oito desaparecidos

Autoridades disseram que não há informações sobre feridos; cerca de 100 pessoas foram retiradas da área em razão do risco de novos acidentes

O Estado de S.Paulo

24 Agosto 2017 | 08h42

GENEBRA - Oito pessoas, incluindo alemães, austríacos e suíços, estão desaparecidas no leste da Suíça após um deslizamento de terra registrado na quarta-feira 23 na montanha de Piz Cengalo, no Cantão dos Grisões, perto da fronteira com a Itália, anunciou a polícia.

"Na região do Vale de Bondasca, oito pessoas que estavam no local no momento do deslizamento não foram encontradas", anunciou a polícia do Cantão dos Grisões.

Os parentes de seis pessoas informaram sobre os desaparecimentos. "Segundo a informação que temos atualmente, não há ninguém ferido", afirmaram as autoridades. A polícia ordenou a saída de 100 indivíduos da área por medo de novos acidentes.

O trabalho de busca e resgate se intensificou nesta quinta-feira, 24, com o apoio de um helicóptero do Exército suíço. Especialistas fazem voos de reconhecimento da zona para localizar alpinistas na área e retirá-los do local.

A polícia cantonal solicitou ao Departamento Federal de Aviação Civil o fechamento do espaço aéreo em um raio de cinco quilômetros para que o helicóptero possa realizar seus sobrevoos "sem influências de fora e sem obstáculos".

Na missão também participam um geólogo, alguns responsáveis de Riscos Naturais e Florestais, de Proteção Militar e Civil, o escritório de obras subterrâneas e de perfuração, entre outros.

A área afetada conta com um sistema de alarme para deslizamentos de rochas, que foi ativado automaticamente na quarta-feira pela manhã. Em seguida, foram mobilizadas equipes de emergência e o município vizinho de Val Bregaglia reuniu seu gabinete de crise.

A estrada principal teve de ser fechada por segurança e no total 12 estábulos e moradias típicas do Cantão dos Grisões ficaram completamente destruídas. Algumas pessoas nas zonas de perigo foram removidas em helicópteros. Os residentes ainda não estão autorizados a retornar às suas casas. / AFP e EFE

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