He Qinghai/Xinhua via AP
He Qinghai/Xinhua via AP

Deslizamento de terras deixa pelo menos 15 mortos e mais de 90 desaparecidos na China

Tragédia ocorreu no sudoeste, na província de Sichuan, a quarta mais povoada do país asiático

O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2017 | 01h55
Atualizado 25 de junho de 2017 | 08h16

PEQUIM - Ao menos 15 pessoas morreram e mais de 90 ainda estão desaparecidas após um gigantesco deslizamento de terra no sábado, 24, em um vilarejo na província de Sichuan, no sudoeste da China, informou a agência estatal Xinhua, onde as equipes de emergência trabalham sob a chuva para tentar encontrar sobreviventes.

Neste domingo, uma equipe formada por cerca de 3.000 efetivos procura os possíveis sobreviventes desta tragédia. Segundo o deputado da Prefeitura Autônoma de Aba, Xu Zhiwen, até as 14h deste domingo (horário local, 3h de Brasília) quinze pessoas foram tiradas das listas de desaparecidos já que não estavam na aldeia de Xinmo quando ocorreu o acidente.

As autoridades locais publicaram, neste domingo, uma lista com os nomes das pessoas que poderiam estar sob os escombros e pediu aos cidadãos que deem pistas que possam facilitar seu resgate, informou a agência oficial Xinhua.

Pelo menos 62 casas foram soterradas, enquanto dois quilômetros do curso de um rio e 1.600 metros de uma estrada ficaram sepultados pelas rochas. Uma operação de socorro em resposta ao 'catastrófico desastre geológico' começou logo após o desastre.  

Segundo informou o governo local o deslizamento ocorreu devido às intensas chuvas que caíram na região.

Inicialmente, a Xinhua informou que o número de desaparecidos era de 141, mas depois a reduziu para 120, sem detalhar se as outras pessoas foram resgatadas. Agora o número está em 93.

Por outro lado, afirmou que três pessoas de uma mesma família foram resgatadas, cinco horas após o deslizamento de terra, e levadas a um hospital sem ferimentos graves, mas que outro filho da família permanece soterrado na casa.  Um casal e seu bebê de um mês foram socorridos e levados para um hospital, informaram as autoridades da cidade vizinha de Maoxian.

A agência de notícias estatal The Xinhua informou que a identidade de 118 pessoas desaparecidas deve ser divulgada em breve. Xu Zhiwen, vice-governador da região onde aconteceu o deslizamento, disse à agência que 142 turistas que visitavam o local foram encontrados vivos. Ainda segundo ele, 3 mil agentes de resgate estão na área, com detectores e cachorros, mas ainda não encontraram outros sinais de vida.

      

A rede CCTV mostrou imagens ao vivo de policiais e moradores vestidos com roupas impermeáveis em pé sobre enormes blocos de pedra enquanto escavadoras tentavam limpar os escombros. 

"São dezenas de toneladas de pedras", estimou Chen Tiebo, capitão da polícia local. Ele confirmou que as chuvas dos últimos dias provocaram o deslizamento de parte da montanha. 

As autoridades do condado de Maoxian comunicaram que o incidente aconteceu depois que a parte alta de uma montanha caiu sobre a aldeia de Xinmo, por volta das 6h (horário local, 19h de Brasília de sexta-feira, 23).

Desastres assim constituem um perigo frequente em regiões rurais e montanhosas da China, especialmente durante a temporada de chuvas. Pelo menos 12 pessoas morreram em janeiro quando um deslizamento similar arrasou um hotel na província de Hubei, no centro do país asiático.  

Quarta província mais povoada da China com 80 milhões de habitantes, Sichuan foi devastada em 2008 por um terremoto histórico que deixou 87 mil mortos na região de Wenchuan, a poucos quilômetros do vilarejo afetado neste sábado. 

O deslizamento mais grave da última década no mundo ocorreu em 2013 por chuvas torrenciais e deixou quase seis mil mortos. / AFP, AP, EFE e REUTERS

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