Deslizamento mata pelo menos 1 e deixa 90 desaparecidos na China

País vive sua pior monção em 12 anos, com mais de 3.400 mortos e desaparecidos

Efe

19 de agosto de 2010 | 04h11

PEQUIM- Pelo menos uma pessoa morreu e outras 90 estão desaparecidas após um deslizamento de terra em uma localidade da província chinesa de Yunnan, que se somam aos 1.287 falecidos após o desmoronamento na província Gansu, há duas semanas, informou a imprensa local, nesta quinta-feira, 19.

Em Yunnan, enquanto as equipes de resgate trabalham na busca dos desaparecidos, mais de mil pessoas foram levadas para lugares seguros, declarou o Ministério de Assuntos Civis da China.

A maioria dos desaparecidos no deslizamento, que aconteceu quarta-feira, são empregados de uma mina de ferro na localidade de Puladi, no distrito autônomo de Gongshan.

Segundo o porta-voz da equipe de salvamento, "pelo menos dez caminhões carregados com minério de ferro e 21 casas ficaram soterradas".

Na mesma localidade, outro deslizamento de terras, no dia 26 de junho, causou a morte de 11 pessoas nas obras de construção de uma central hidrelétrica.

Por sua parte, as previsões meteorológicas indicam que as chuvas continuarão na região durante os próximos dois dias.

Na localidade de Zhouqu, na província de Gansu, local arrasado pelo desmoronamento que há 11 dias deixou 1.287 mortos, o número de desaparecidos é de 457, segundo as últimas informações do governo chinês.

O Exército de Libertação Popular (ELP) da China e a Polícia armada doaram até agora US$ 6,1 milhões à zona de Zhouqu, segundo a agência Xinhua.

As autoridades advertiram para o risco de possíveis desastres geológicos em Pequim por conta das chuvas nas zonas montanhosas que rodeiam a cidade.

Até sábado as chuvas podem causar deslizamentos nos distritos de Fangshan, Huairou e Pinggu e no condado de Miyun, todos eles nos subúrbios da capital chinesa.

Os especialistas afirmam que Pequim é uma das cidades propensas a desastres geológicos no país, e em julho já havia 597 zonas da cidade em alerta.

A China vive sua pior monção em doze anos, com mais de 3.400 mortos e desaparecidos desde o início da temporada, em maio, com danos comparáveis aos produzidos pelas cheias dos rios Yang Tsé e Songhua, em 1998, que causaram mais de 4 mil mortes e deixaram 140 milhões desabrigados.

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