Deslizamentos de terra no Quênia deixam ao menos 43 mortos

Deslizamentos de terra no Quênia deixam ao menos 43 mortos

Acidentes aconteceram após dias de fortes chuvas no noroeste do país africano

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2019 | 15h48

NAIRÓBI - Ao menos 43 pessoas morreram soterradas na noite de sexta-feira, 22, devido a vários deslizamentos de terra no condado de West Pokot, noroeste do Quênia, após dias de fortes chuvas, segundo fontes oficiais.

"Recebi relatos das equipes de busca de que o número de mortes aumentou para 43", disse o governador de West Pokot, John Lonyangapuo, a jornalistas, atualizando neste domingo, 24, o número de mortes em relação aos dado anterior, divulgado pelo comissário do condado, Apollo Okello, durante a manhã.

Além disso, cerca de 20 pessoas dadas como desaparecidas ainda não foram encontradas, e outras 16, que sofreram ferimentos, estão internadas no hospital do condado de Kapenguria.

Deslizamentos de terra, após vários dias de fortes chuvas, arrastaram pontes, estradas e casas inteiras nos povoados de Tapach, Nyarkulian e Parua (no subcondado de Pokot Sul) e Tamkal (no subcondado de Pokot Central).

"Tudo foi engolido pela lama. Quando olhei ao redor da vizinhança, casas inteiras também tinham sido soterradas. Foi chocante, eu não sabia por onde começar", disse o queniano Raphael Pwolowo, um dos sobreviventes da catástrofe, ao jornal "Sunday Standard".

"Vi quatro pessoas soterradas vivas. Ficamos indefesos quando o lamaçal soterrou também meu pai, minha mãe e meus dois irmãos. Conseguimos resgatar um dos meus filhos", acrescentou Pkolowo, que mora em Nyarkulian.

"O governo enviou helicópteros militares e policiais para expandir o resgate e responder às necessidades imediatas das famílias afetadas", acrescentou Matiang'i, que destacou as dificuldades de intervenção devido às más condições climáticas e à destruição da infraestrutura.O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, prestou as suas condolências às famílias afetadas e lembrou que as equipes de resposta a catástrofes, juntamente com a Polícia Nacional e o Exército, se uniram às operações de salvamento.

"Para aqueles cujos entes queridos ainda não foram encontrados, eu garanto que a operação de resgate multi-agência continuará até que cada pessoa desaparecida seja encontrada", declarou o chefe de estado queniano.

Nos últimos dois meses, chuvas torrenciais constantes, deslizamentos de terra e inundações, especialmente na parte norte do Quênia, causaram a morte de pelo menos 48 pessoas e afetaram outras 144 mil de alguma forma, informou o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) no último dia 7.

Ecologistas, ONGs e membros da comunidade científica estão alertando sobre como a crise climática está aumentando a frequência e a gravidade de numerosos eventos climáticos extremos, como secas, fases de desertificação, inundações ou tempestades no país africano. /EFE

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