Peter Busomoke/AFP
Peter Busomoke/AFP

Deslizamentos em Uganda destroem vilarejos e deixam 18 mortos

Autoridades africanas e a Cruz Vermelha acreditam que número de vítimas fatais pode aumentar

estadão.com.br,

25 de junho de 2012 | 16h09

KAMPALA - Deslizamentos de terra e escombros causados por chuvas torrenciais soterraram duas aldeias no distrito de Bududa, no leste de Uganda, e deixaram 18 pessoas mortas, embora haja a expectativa de que mais corpos podem ser localizados, de acordo com a Cruz Vermelha do país africano.

Veja também:

link TPI declara culpado congolês Lubanga por recrutar crianças-soldado 

A porta-voz da organização, Catherine Ntabadde informou que os corpos das vítimas fatais já foram retirados do local. "Não podemos, por enquanto, calcular o número de pessoas que podem estar soterradas. Nossas equipes estão no local para fazer uma rápida avaliação", explicou.

Dois dias de chuvas torrenciais provocaram o deslizamento, nas proximidades do monte Elgon. As aldeias que ficaram debaixo de grande quantidade de lama e escombros são Namanga e Bunakasala. A região também é afetada por inundações.

As autoridades estimam que 90 casas possam ter sido atingidas, por isso, esperam um grande aumento do número de vítimas.

"Estamos enviando equipes de resgate para o local", afirmou o ministro de Prevenção de Desastres, Stephen Mallinga. "É muito difícil estimar o número de mortos, mas dois vilarejos foram afetados, talvez mais."

Um advogado que vive na região, David Wakikona, afirmou que a maioria das pessoas provavelmente estava dentro de casa quando enormes blocos de lama e pedras começaram a cair das colinas, soterrando casas, matando animais e enterrando pessoas vivas. Segundo Wakikona no mínimo 300 pessoas vivem nos vilarejos afetados.

Em 2010, um deslizamento similar aconteceu na mesma região, provocando a morte de 350 pessoas, na cidade de Nametsi, que foi soterrada quase completamente. Cerca de 5 mil pessoas foram realojadas para diversas partes do país, por conta da tragédia.

Nos últimos anos, as autoridades ugandenses tentam convencer os moradores de áreas de risco para abandonarem seus lares, mas frequentemente têm encontrado grande resistência.

Com Efe e Associated Press

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.