Desmond Tutu reza pela reconciliação dos haitianos

O arcebispo sul-africano Desmond Tutu, Prêmio Nobel da Paz, pediu neste domingo aos haitianos a "reconciliação" do país, em uma missa celebrada na catedral de Santa Clara em Porto Príncipe."Demonstrastes ao mundo que não sois gente violenta. O povo do Haiti disse sim à paz", afirmou o prelado sobre as eleições de terça-feira passada no país caribenho, o mais pobre da América.Compareceram à cerimônia religiosa o presidente do Haiti, Boniface Alexander, o primeiro-ministro provisório, Gérard Latortue, e o chileno Juan Gabriel Valdés, representante especial do secretário-geral da ONU no país, além de representantes de partidos políticos haitianos e diplomatas estrangeiros.Tutu chegou no sábado a Porto Príncipe, onde permanece por três dias para promover a iniciativa "pela paz e a reconciliação", proposta pelo episcopado local.Neste domingo o Prêmio Nobel da Paz de 1984 tinha em sua agenda a inauguração de um centro "para a reconciliação e a paz" que leva seu nome. Na segunda-feira, visita Cap-Haitien, segunda maior cidade do Haiti, situada na região norte do país, antes de viajar ao Brasil na terça-feira.Missão da ONUEm Washington, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse que é essencial a permanência da missão das Nações Unidas (ONU) no Haiti, por "um tempo razoável", mesmo depois da posse do futuro presidente do país, para evitar novos conflitos entre os habitantes."A presença da Minustah (sigla da missão) é essencial para que o novo governo enfrente possíveis problemas de estabilidade e evite a formação de grupos armados favoráveis ou contrários ao novo presidente", afirmou Insulza, em Washington."Não se trata de ficar lá a vida toda, mas também não se trata de sair correndo logo após a posse do novo governo", disse o dirigente.Em 7 de fevereiro foram realizadas eleições presidenciais no Haiti. O candidato do partido Esperança, René Préval, conta com 49,10% dos votos, segundo a apuração, que ainda estava em andamento neste domingo.A Minustah é formada por 9 mil pessoas, entre policiais, funcionários internacionais e nacionais e voluntários da ONU. Países como Brasil, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Equador, Espanha, EUA, Peru e Uruguai enviaram tropas ao Haiti.

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