EFE/ Antonio Silva
EFE/ Antonio Silva

Desmoronamento de lixão deixa 17 mortos em Maputo

Resíduos acumulados no maior lixão de Moçambique ocupam 12 hectares e alcançam uma altura de um prédio de dois andares

O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2018 | 20h58

MAPUTO - Pelo menos 17 pessoas morreram nesta segunda-feira na capital de Moçambique, Maputo, após um deslizamento de lixo ocorrido pelas fortes chuvas no lixão de Hulene, o maior do país, confirmou o Serviço Nacional de Salvamento Público.

As vítimas residiam ao lado do depósito de lixo quando foram surpreendidas pelo desmoronamento de toneladas de resíduos sólidos por volta das 3 horas locais (22 horas de domingo em Brasília).

As autoridades indicaram que seguem com as tarefas de busca por vítimas, já que contam com informações de que mais pessoas viviam na zona onde ocorreu o deslizamento.

Nos últimos anos foram erguidas milhares de casas informais nos arredores do depósito, que não conta com um muro de contenção que o separe da área residencial.

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A disputa de terras em muitas cidades africanas leva algumas pessoas a ocuparem terrenos em busca dos salários melhores disponíveis em centros urbanos, e às vezes as habitações são construídas em terrenos marginais ou inseguros.

O lixão de Hulene, aberto há menos de 40 anos e que armazena os resíduos domésticos, industriais e sanitários de Maputo, tem cerca de 12 hectares e os resíduos acumulados alcançam uma altura equivalente à de um edifício de dois andares.

Em 2009, a Câmara Municipal da capital decidiu fechá-lo e transferir o lixo a outro local nos arredores da área urbana, mas a falta de fundos impossibilitou a mudança até o momento. / EFE

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