REUTERS/Marco Bello
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Desnutrição atinge 35,5% das crianças pobres da Venezuela, indica estudo

Levantamento da Organização Cáritas em 3 Estados venezuelanos aponta também que 32,5% das crianças correm risco de serem afetadas pelo problema; maioria dos entrevistados diminuiu ou eliminou consumo de carne vermelha, frango, ovos e lácteos

O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2017 | 11h34

CARACAS - Um estudo da Organização Cáritas da Venezuela publicado na quinta-feira 21 mostra que 35,5% do total de crianças pobres do país, com idades de zero a cinco anos, apresentam alguma forma de desnutrição.

A pesquisa foi feita com parentes das crianças em três Estados do país. Desse total, 14,5% sofrem de desnutrição moderada ou severa, e outros 21% em grau leve. No entanto, outros 32,5% estão em risco de serem afetados pelo problema.

O estudo começou a ser realizado em outubro do ano passado em 32 paróquias de Caracas e dos Estados de Miranda, Vargas e Zulia. Contudo, durante o último quadrimestre, as pesquisas não foram realizadas na capital por causa da onda de protestos contra o governo que deixou mais de 120 mortos.

A Cáritas explicou no relatório que entre dezembro de 2016 a agosto de 2017 houve um aumento da desnutrição infantil aguda de 3,5 pontos percentuais por mês e que 71% das famílias visitadas relataram ter visto sua situação alimentar se deteriorar.

Além disso, a pesquisa revela que 63% dos entrevistados compram comida de revendedores devido à escassez nos supermercados. Apenas 31% têm acesso a um programa governamental que concede uma cesta básica com preços subsidiados pelo Executivo.

A maioria das famílias ouvida na pesquisa, todas residentes em áreas vulneráveis, relata ter diminuído ou eliminado o consumo de carne vermelha, frango, ovos e lácteos. Elas também têm problemas para ter acesso diário à água potável. / EFE

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