FRANCK ROBICHON/EFE
FRANCK ROBICHON/EFE

Destroyer japonês parte para escoltar navios norte-americanos

Trata-se de uma nova missão que permite ao exército japonês desempenhar um papel maior nas atividades no exterior

O Estado de S.Paulo

01 Maio 2017 | 03h29

TÓQUIO - A marinha do Japão enviou seu maior destroyer, segundo informações, com a tarefa de escoltar navios militares dos Estados Unidos ao longo da costa japonesa, em meio à forte tensão na península coreana. O porta-helicópteros Izumo partiu do porto de Yokosuka, perto de Tóquio, no início desta segunda-feira, 1.

A mídia japonesa disse que o destroyer está pronto para escoltar um navio de abastecimento dos EUA no oceano Pacífico, ao sul de Tóquio. Trata-se de uma nova missão sob a nova legislação de segurança, permitindo que o exército japonês desempenhe um papel maior nas atividades no exterior.

Espera-se que o navio de abastecimento norte-americano reabasteça outras embarcações americanas, incluindo o grupo de ataque Carl Vinson, atualmente na região.

O Ministério de Defesa do Japão disse que o Izumo partiu para, eventualmente, participar de um evento naval internacional em Cingapura em 15 de maio. 

Tensão. Quem mora perto das bases militares dos EUA no Japão enfrenta uma nova realidade: seus bairros estão na linha de frente da disputa da Coreia do Norte com a América e se Pyongyang fosse atacar, eles teriam apenas alguns minutos para se abrigar dos mísseis.

O taxista Seijiro Kurosawa mora em Fussa, perto da Base Aérea de Yokota. “Não há como fugir disso. Nós não temos bunkers, abrigos ou algo assim”.

Um possível ataque de mísseis e o que fazer sobre isso têm dominado a mídia japonesa nas últimas semanas. O atual arsenal da Coreia do Norte é capaz de atingir os 50 mil soldados dos EUA que estão no Japão.

Japão elevou os níveis de precaução em março depois que Pyongyang lançou mísseis, o que dizem ser uma simulação de um ataque nuclear nas bases norte-americanas. /Associated Press

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