Desvalorização, moratória e plano social na agenda dos peronistas

O novo governo argentino definiu como principais pontos de sua agenda emergencial o fim da paridade peso-dólar, a suspensão do pagamento da dívida pública e a aplicação de um plano de ajuda social nas regiões mais necessitadas, segundo fontes do partido peronista, que substitui a União Cívica Radical (UCR) na Casa Rosada.As informações destas fontes apenas confirmam as principais apostas sobre as medidas no campo econômico. Ou, pelo menos, mostram a disposição do governo de atender às reivindicações das principais associações empresariais do país.O grupo Productivo, integrado por poderosos industriais e proprietários rurais, chegou a apresentar nesta sexta-feira uma proposta de plano econômico prevendo a "pesificação total da economia", o que equivaleria a uma desvalorização do peso.O líder da União Industrial Argentina (UIA), José de Mengiguren, disse em entrevista coletiva que o plano é "um compromisso de paz e eqüidade social na pesificação total da economia", lembrando que a proposta prevê uma necessária ajuda do Fundo Monetário Internacional e do Tesouro dos Estados Unidos.A "pesificação" implicaria a conversão total dos depósitos bancários e das dívidas contratadas em dólar.Leia o especial

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