Detalhes do milionário roubo dos militares colombianos são revelados

?Estamos com sorte. Estamos com sorte?, gritavam os soldados quando encontraram enterrados na selva do sudoeste colombiano vários barris com milhões de dólares, que seriam das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.Os 147 militares decidiram por repartir o dinheiro sob um pacto de silêncio que se pagaria com a morte, contou à rádio W FM o comandante da 6ª Brigada Móvel, coronel Ramiro Gaitan.O chefe dos militares, envolvidos em um dos maiores escândalos de corrupção registrados no Exército revelou que este episódio começou em 18 de abril quando a tropa fazia uma operação em uma área comandada pelos rebeldes, quando soldados estranharam algo na terra.Enterrados haviam uniformes camuflados e armas. Surpresos os militares começaram a cavar. ?Logo alguns encontraram barris com dinheiro. Eles informaram ao tenente Mojica (o chefe do grupo) que assumiu a responsabilidade e decidiu que entregaria o dinheiro a todos?, disse Gaitan.?Os soldados formaram uma fila e receberam um pacote com US$ 60 mil cada um e os suboficiais receberam pacotes com US$ 70 mil?, disse acrescentando que ?alguns disseram que não estavam de acordo e que não iriam receber. Houve uma pressão psicológica para que recebessem sob ameaças. Todos terminaram recebendo o dinheiro?.Os militares regressaram no dia 1° de maio a cidade de Popayán, na região sudoeste, para descansar. Logo haviam lotado os bares e casas de prostituição para gastar o dinheiro a mãos cheias, segundo o jornal ?El Tiempo? que levantou a suspeita.No comércio da cidade compraram de tudo. De tênis de marca a televisores e geladeiras, pagando tudo em dinheiro e deixando generosas gorjetas aos comerciantes.Mas o sonho dos militares de se transformarem em milionários da noite para o dia virou pesadelo. Pelo menos 45 foram capturados ou se entregaram e continua a busca por pelo menos mais de cem que estão foragidos da justiça.Os soldados e oficiais serão acusados de peculato por apropriação indébita e se condenados poderão se expulsos do Exército. ?Estamos fazendo um esforço muito grande em todo o país e em todas as guarnições para capturar estes indivíduos?, disse o general Jorge Enrique Mora, chefe das Forças Armadas do país.

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