Detector de mentira apresenta falhas, revela estudo

Os detectores de mentira não são suficientemente exatos para checar os funcionários do governo em relação aos riscos de segurança em potencial, afirmou hoje o Conselho Nacional de Pesquisas, uma ramificação da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. "Quase um século de pesquisas na área de psicologia científica e fisiologia fornece poucas bases para esperar que o teste do polígrafo tenha uma exatidão extremamente elevada", afirmou o Conselho em relatório. Após entrevistar especialistas da CIA, do FBI e de outras agências de investigação, os participantes do estudo sobre o tema determinaram que é possível enganar um detector de mentiras especialmente se o suspeito estiver sendo examinado por atividades criminais ou espionagem em geral e não por algum ato específico. A Academia Nacional de Ciências elaborou o estudo "O Polígrafo e a Detecção de Mentiras" a pedido do Departamento de Energia. De acordo com a lei, funcionários que ocupam cargos considerados delicados em laboratórios deste departamento estão sujeitos aos exames do polígrafo. "A segurança nacional é importante demais para ser deixada nas mãos de um instrumento falho", afirmou Stephen E. Fienberg da Universidade Carnegie Mellon, presidente do comitê que preparou o relatório. "A crença na sua exatidão vai além do que sugerem as provas" disse Fienberg em entrevista coletiva, advertindo que isso pode criar um falso sentido de segurança.

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