Detenção de criança ultraja cristãos paquistaneses

A minoria cristã do Paquistão está ultrajada com a prisão de uma jovem de 14 anos, que sofre de doenças mentais e foi acusada de queimar uma cópia do Alcorão, livro sagrado do Islã. Os cristãos formam entre 2% e 3% da população paquistanesa de 190 milhões, mas são extremamente discriminados em um país onde mais de 95% da população é muçulmana. Vizinhos muçulmanos acusaram a jovem, há três semanas, de ter queimado páginas do Alcorão e ela foi presa. O advogado da jovem negou as acusações de blasfêmia, que podem render uma sentença de prisão perpétua.

AE, Agência Estado

06 de setembro de 2012 | 16h21

Em uma mudança no caso, a polícia paquistanesa deteve nos últimos dias um clérigo muçulmano, acusado por um dos frequentadores da sua mesquita de queimar páginas do Alcorão e colocá-las na bolsa da menina. Segundo o frequentador da mesquita, ele fez isso para expulsar os cristãos do bairro onde vivem. Grande parte dos vizinhos fugiu mesmo após a garota ter sido presa, temendo um ataque de extremistas islâmicos.

Agora o clérigo pode enfrentar acusações de blasfêmia. Ativistas e cristãos pedem que a garota seja libertada. Os advogados que defendem a vítima esperam que ela seja libertada em uma audiência na sexta-feira.

As informações são da Associated Press.

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