Detida apresentadora na Colômbia por vínculo com Farc

A procuradoria-geral da Colômbia afirmou hoje ter provas testemunhais, documentais e também gravações telefônicas que envolvem Angélica Ramírez, uma apresentadora de televisão do sul do país, com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Fernando Morales, chefe da procuradoria na cidade de Neiva, no departamento (Estado) de Huila, 240 quilômetros ao sudoeste de Bogotá, afirmou que existem provas "de testemunhos, gravações e documentais" contra a apresentadora.

AE, Agência Estado

16 de novembro de 2010 | 14h46

Ramírez, de 26 anos, foi capturada pela polícia na noite de sábado em Neiva. Morales não quis dar mais detalhes porque a investigação sobre a apresentadora ocorre em sigilo de justiça. O comandante da polícia em Huila, coronel Flávio Mesa, disse que a investigação foi aberta após "informações fornecidas por terroristas (guerrilheiros) capturados no ano passado e integrantes da frente 17" das Farc.

Martín Rocha, diretor do canal de televisão Telmex, para o qual Angélica Ramírez trabalhava em Huila, disse que ela "não é uma comunicadora social". Segundo ele, Ramírez apresentava uma programa de informações para mulheres e de música regional. A Fundação para a Liberdade de Imprensa (Flip, na sigla em espanhol) da Colômbia informou que Ramírez não tem registro de jornalista. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
ColômbiaprisãoapresentadoraFarc

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.